Gabriel Lopes Rubinho - RA: 125009
Lorival Coelho Junior -
RA: 124105
A pesquisa atual tem por objetivo entender os padrões de consumo de
álcool dos estudantes dos cursos de exatas. Para isso, foi aplicado um
questionário com os estudantes dos cursos de ciência da computação,
estística, física. informática, matemática e química.
O questionário aplicado é constituído de 12 questões, sendo elas 9 com respostas fechadas, dessas duas com uma opção para o indivíduo discursar caso ele não se encaixe nas respostas pré definidas, além disso há 2 questões de múltipla escolha e por fim uma questão aberta e opcional para o respondente expressar uma visão pessoal. Esse questionário foi colocado no Google Forms e disparado a todos alunos dos cursos de exatas da UEM, o forms está a seguir:
A amostra foi obtida via amostragem por conveniênica, essa foi
constituída de 149 observações de indivíduos dos cursos de ciência da
computação, estatística, informática, matemática e química, com
indivíduos que bebem, já beberam ou nunca beberam.
Por distribuição de curso, a amostra
foi bem variada, tendo como principais respondentes os indivíduos do
curso de matemática, mas todos os cursos constituíram pelo menos 15% da
amostra.
Quanto a ingestão de álcool, a
maioria dos indivíduos bebe alguma bebida alcoólica .
Daqueles que responderam
que não ingerem álcool, aproximadamente 80% deles já ingeriram
anteriormente, assim a amostra quase todas já teve contato com bebidas
alcóolicas que é o objetivo da pesquisa.
Na amostra temos que a maioria
dos indivíduos realizam atividade remunerada, aproximadamente 65%, essa
sendo dividida entre trabalhos, bolsas e estágios, no entanto, a não
realizar atividades é uma fatia importante da
amostra.
Algumas análises foram feitas para entender o comportamento dos dados
de forma exploratória e também comparar certos grupos.
O gráfico acima, mostra que o
local mais frequente onde os indivíduos consomem álcool são bares,
seguido por casa, festas universitárias e por último outros ambientes
que as opções não abordaram.
Quanto aos sintomas, temos que o
mais frequente é ressaca e o menos desmaio, quanto aos indivíduos que
bebem, aproximadamente, 10% (ou 8% da amostra total) deles informaram
que nunca tiveram nenhum dos sintomas citados.
No gráfico acima vemos que,
naqueles que bebem e já tiverem sintomas, a maioria não chegou a ter seu
trabalho ou estudo atrapalhado pelos sintomas do álcool.
Para a frequência do consumo de álcool
semanal, temos que a maioria dos indivíduos que consomem estão na faixa
de zero a uma vez por semana, seguido a uma a duas vezes e com uma
frequência bem baixa mais de duas vezes na semana.
No gráfico acima vemos a
frequência das faixas de gastos por realização ou não de atividade
remunerada, percebe-se que na última faixa, mais de 100 reais, há apenas
indivíduos que realizam e na faixa 50 a 100 reais, a categoria que não
realiza cai mais sua frequência relativamente.
Para verificar se a diferença entre os grupos era estatiscamente significativa foi usado tanto o teste exato de Fisher, quanto o teste Qui-quadrado. Em ambos os teste com 95% de confiança a diferença entre os grupos não foi significativa.
| Teste | p-value | Decisão |
|---|---|---|
| Fisher | 0.07909 | Não rejeitamos \(H_0\) |
| Chi-Squared | 0.1045 | Não rejeitamos \(H_0\) |
Na figura obeservamos que
quase 40% daqueles que não bebem são de ciências da computação, enquanto
os cursos de estatística e química estão bem desbalanceados entre as
duas categorias tendo muito mais indivíduos que bebem, já para
matemática e informática, mesmo a maioria bebendo as categorias estão
mais balanceadas.
Para testar se o perfil dos alunos de cada curso quanto a ingestão de álcool é estatísticamente significativa, foi realizado o teste de Fisher e Qui-quadrado, e em ambos temos um p-valor bem parecido, visto o tamanho das amostras em cada categoria da tabela de contingência, e rejeitamos \(H_0\) utilizando 95% de confiança,
| Teste | p-value | Decisão |
|---|---|---|
| Fisher | 0.003528 | Rejeitamos \(H_0\) |
| Chi-Squared | 0.003404 | Rejeitamos \(H_0\) |
Enfim, após a análise das respostas do questionário podemos chegar a
algumas conclusões: A maioria dos alunos dos cursos de exatas ingerem
álcool, daqueles que não ingerem quase todos já ingeriram anteriormente.
Quanto ao local onde é ingerido álcool por mais indivíduo é em bares.
Para os sintomas gerados pelo álcool, 90% dos indivíduos que bebem já
tiveram algum sintoma, sendo ressaca o mais comum, no entanto
normalmente esses sintomas não atrapalham trabalho ou estudo. Quanto a
frequência semanal de consumo de bebidas, o intervalo mais frequente é
de zero a uma vez. Na amostra, apenas indivíduos que trabalham tiveram
gasto médio maior que 100 reais mensal, independente se trabalha ou não
a faixa mais frequente de gasto é de 0 a 50. Quanto a relação de curso e
ingestão ou não de álcool, foi verificado que há diferença
significativa, tendo o curso de Ciência da computação com mais
indivíduos que não bebem e os curso de estatística e química com mais
indivíduos que bebem.
Morettin, Pedro Alberto, and Wilton Oliveira Bussab. Estatística básica. Saraiva Educação SA, 2017.
CAMPOS, Humberto. Estatística Experimental Não-Paramétrica. 4 Ed, Editora ESALQ, Piracicaba,1983.